Skip to content

ACI Blog

Inclusão de novos meios de pagamentos no Brasil

Você já se perguntou porque aquele comércio do seu bairro, ou até mesmo aquele restaurante que você costuma frequentar, ainda estão “presos” nos métodos de pagamentos antigos? O que há por trás dos novos métodos de pagamentos e quais as dificuldades para serem amplamente adotados no Brasil?

Novos pagamentos digitais não disponíveis no POS / online

Uma parte importante para adoção de qualquer meio eletrônico de pagamento é a junção da disponibilidade deste no ponto de venda com o interesse e conveniência do pagador em utilizá-lo. Os meios de pagamentos não são apenas formas para receber dos clientes pela venda de produtos e serviços, mas também vantagens competitivas importantes, pois se para o público é mais conveniente o método “A”, o comerciante deverá oferecer essa opção. Se não o fizer, o cliente poderá deixar de comprar neste estabelecimento e fazer sua compra na concorrência que oferece tal conveniência. Assim, o meio de pagamento deve ser conveniente para o pagador e ter o menor impacto no custo da venda para o vendedor.

Segundo o blog Vindi, atualmente o meio de pagamento mais usado no Brasil é o dinheiro, e 96% da população ainda diz usá-lo. Depois, temos o cartão de débito (52%) e de crédito (46%). Em seguida, vêm o débito automático (23%) e a transferência bancária (16%).

Apesar do método tradicional ser o mais utilizado até hoje, novas formas de pagamentos vêm surgindo no mercado. Como, por exemplo, o pagamento por aproximação, que permite que o cliente pague pela compra aproximando um dispositivo da máquina de cartão.

A popularização do smartphone foi um ponto importante para a adoção de novos métodos de pagamento o próprio cartão de débito/crédito ou um dispositivo vestível (Ex: pulseiras e relógios inteligentes), desde que seja compatível com a tecnologia NFC (Near Field Communication). Além do pagamento por aproximação e dentro de aplicativos, o QR Code vem ganhando força pela praticidade.

A quantidade de empresas que oferecem uma carteira digital para o smartphone de modo prático e conveniente, sem a necessidade ou burocracia para a abertura de uma conta em um banco tradicional, acabou por popularizar essa forma de pagamento e transferência de valores entre portadores.

Mas o grande propulsor dos pagamentos pelo celular é o Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central que permite transferências em até 10 segundos e funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Com ele, as transações caem diretamente na conta, sem intermediários, e as taxas são menores do que as praticadas atualmente pela rede bancária.

Pix: Apesar do sucesso entre os brasileiros, o comércio ainda não entrou em massa

O Pix vem caindo no gosto dos brasileiros cada vez mais como ferramenta para transferências bancárias. Mas, para os comerciantes, a novidade do Banco Central ainda não se popularizou. Poucos estabelecimentos estão oferecendo a opção de QR Code como forma de pagamento. Isso se dá pela necessidade de ajustar a tecnologia disponível no ponto de venda para oferecer este serviço e também a preexistência da infraestrutura (a Internet) para utilizá-la, principalmente nas regiões mais carentes. Certamente, a oferta do PIX no ponto de venda ajudará a torná-lo popular.

Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), mostram que 38% dos bares e restaurantes do país ainda não se cadastraram no sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. E as estatísticas do BACEN também confirmam esse comportamento. Segundo o site AgênciaBrasil, atualmente, existem 19,7 milhões de empresas ativas no Brasil e apesar do Pix estar em funcionamento desde Novembro de 2020 e registrar altos números de movimentação entre a população, o comércio ainda não consegue usufruir desta alternativa.

Adquirentes e sub-adquirentes

A velocidade de adoção de novos meios de pagamento pelos comerciantes está limitada pela velocidade que seu PSP (Provedor de Serviços de Pagamento) ou adquirente oferece esta alternativa. Os adquirentes analisam, processam e liquidam transações com cartão, sejam elas de débito ou crédito. Ou seja, é um canal de comunicação seguro entre a loja (física ou e-commerce) com o banco/bandeira para validar os dados do consumidor e aprovar a compra.

Sem a ação efetiva dos PSPs e adquirentes na oferta do PIX ao estabelecimento comercial, o processo de popularização deste meio de pagamento será retardado.

Inclusão digital / acesso à Internet é limitado

Mesmo com mais estabelecimentos aceitando o PIX, a inclusão digital continua sendo um outro limitante no Brasil. A internet se tornou algo tão necessário quanto a eletricidade, mas ainda existem barreiras de acesso. A desigualdade social é um dos fatores que impedem a internet de se estabelecer em algumas regiões. O Norte e o Nordeste do Brasil, por exemplo, sofrem com a falta de infraestrutura nesse sentido.

Dados do Observatório Social da Covid-19 da Universidade Federal de Minas Gerais, que usa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sugerem que mais de 30 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet.

Como podemos ver, novos meios de pagamento vem surgindo e os consumidores querem que os comércios acompanhem o ritmo das mudanças, oferecendo cada vez mais opções para facilitar as compras. O maior receio é não criar o círculo virtuoso onde a demanda dos pagadores incentiva os estabelecimentos a oferecer esta opção de pagamento. O hábito de utilizar um determinado meio de pagamento depende da sua oferta e da conveniência do seu uso. A inclusão digital da população é certamente um fator determinante no sucesso dos novos meios de pagamento.

Baixe nosso report agora para saber mais!

Senior Account Executive, Brazil

Experienced professional with three decades of experience in electronic payments, covering product, marketing, consulting, operations, development and business management. Prior to joining ACI Worldwide, Miguel has held roles at Banco BMG, Citibank, Cognition, GeTech, Hewlett-Packard, MasterCard, Tecnologia Bancária and VisaNet (currently Cielo), giving him a unique and multi-faceted perspective on the industry.

[class^="wpforms-"]
[class^="wpforms-"]
[class^="wpforms-"]
[class^="wpforms-"]
[class^="wpforms-"]
[class^="wpforms-"]